sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Capítulo 2: O lugar certo


          Cheguei toda suada do treino de handball, até que jogamos bem. Nosso time ganhou e estava na final das interclasses. Pelo menos a capitã não era tão paranoica de ficar escolhendo as amiguinhas pra jogar. Joanne fazia mais do tipo: dou-me bem com todo mundo.
          Antes de comer alguma coisa, era melhor tomar um banho e lavar aquele cabelo. Acredite: cabelo depois de algum jogo não é lá uma das coisas mais legais que existem!
Abri o guarda roupa para escolher um par de roupas. Meia-calça? Ah, melhor não. Decidido: blusa com o desenho do Big Bang, uma casaquinho em xadrez azul e t-skirt.  Calcei meu Oxford e peguei minha bolsa. O.M.G: minha mãe tinha feito nhoque! Sério: era dos sonhos e não tinha coisa melhor para ela ter preparado do que senão: nhoque.
          Celular, caneta e caderno: não estava faltando nada. Caminhando até o ponto de ônibus fui olhando a rua e me perguntei por que aquelas pessoas tinham que estar ali naquele lugar e momento. Teria um propósito das coisas? Por quê? E as outras pessoas, no que elas acreditavam? Isso tudo era tão novo e velho ao mesmo tempo...
          No mundo acontecem tantas coisas que ao menos conseguem ser explicados... Será que a própria ciência se dava conta de quantas equações ela tinha? [...]
Percebi que o ônibus já estava chegando.


         Ao chegar no parque, observando aquele lugar, achei que a maioria das pessoas que estavam ali vivia no seu mundinho: ouvindo seu IPhone, andando de patins, caminhando, lendo... Seria por isso que talvez ele tivesse me convidado pra vir aqui. Acho que ele me via como esse lugar... Mas sabe: não era bem assim. Às vezes, eu só quero ficar sozinha pra tentar observar coisas que essa metropolização de Londres não deixa mais as pessoas perceberem. O tempo que cada vez mais os trabalhadores passam desenvolvendo projetos ou negociando ações fez com que o elas se tornassem presas ao tempo e não tivessem momentos de parar e respirar, sequer.
         De longe vi o Larry, acenei pra ele. Ele olhou pra mim. Acompanhei seu olhar. Estava me direcionando até um certo alguém.  Em uma fração de segundo vi que o Lian estava caminhando até mim.
         _ Você veio. – disse com um leve sorriso.
         Não tinha jeito de fingir que não ouvi.
         _ uhum.. – evitei dizer algo mais.
         _ Pensei que não viria.
         _ Achei que seria um bom lugar pra tentar escrever o artigo da Srita. Collins.
         _ Então quer dizer que é a sua vez agora?! Lembro-me quando tive de escrever também.
         _ Escreveu sobre o que?
         _ Sei que vai achar meio bobo, ah...deixa pra lá.
         Não me lembro de ter lido sua coluna. É que, na maioria das vezes, tudo o que era relacionado a ele eu preferia ficar de fora.
         _ Mas e você, já decidiu sobre o que vai escrever? _olhou pra mim com um sorriso meio misterioso.
         _ Não, não tenho a mínima ideia ainda. Não tive nenhuma inspiração dos deuses!
        Riu como se aquilo soasse como uma ironia. Quer dizer, na verdade era sim!
       

4 comentários:

  1. Anaaa, vc escreve super beem amo demaiiiiiiiiiiiiiiiiiiis seu blog parabéns continue assim :)

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  2. brigadaaa, sua linda ^^
    Espero poder sempre fazer as pessoas que leem se divertirem com o meu blog ;)

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  3. Aninha, seu vocabulário, suas ideias para fazer um texto são excelentes, está de parabéns, você leva jeito para escrever, deveria fazer um livro. Iria ganha bastante dinheiro com isso.

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    1. poxa eu sou td isso?! kkkkkkkk'
      ah vlw, seu lindu ;]
      Quero ver vc participando aqui tbm viu?!

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