Ele não insistiu em ficar. Logo era eu mais aquele lugar.
Nenhuma ideia me veio à cabeça e isso me deixava mais
apreensiva.
A música sempre me ajudava, sempre era a ela que eu recorria
em momentos difíceis; mas, sabe, esse lugar aqui fala por si só, parece que
dentre os arbustos se escondem palavras que precisam ser encontradas. Talvez eu esteja no meio de tantos mistérios e se quer tenho me dado conta.
_Veremos... – pensei
comigo mesma olhando ao redor.
Depois de uns 15 minutos percorrendo o parque avistei uma
senhora. Cabelos grisalhos, olhos azul, magra com um vestido rendado creme, sentada em um dos bancos perto da fonte e um livro posto às mãos. Aparentava ter
seus sessenta anos.
Tentei imaginá-la em seus tempos de moça: vestidos longos
rodados, luva e cabelos todos bem feitos acompanhando os elegantes chapéus
antigos; rapazes de terno e gravata. Outra época: vidas totalmente diferentes.
Quem sabe ela não tinha uma boa história para me contar. Agora era tomar coragem e ir lá.
_ Ah.. oi! Meu nome é Alice e.. –minha voz engasgou- eu
precisava escrever um artigo para a escola e pensei em..
_Pensou que talvez eu tivesse uma boa narrativa para lhe
contar; acertei?! – continuou ela.
_ Como sabe? – indaguei.
_ Não sei. – respondeu com um risinho no rosto- Sente-se
aqui, acho que tenho algo que vai gostar de ouvir.
Neste momento, bateu um vento forte que esvoaçou todo o meu cabelo. Parecia que uma onda de tempestade estava por vir.
_Na minha época, minha avó sentava minhas irmãs mais eu, no
sofá, para contar lendas que há gerações estavam sendo repassadas na família. Lembro-me
bem que ela sempre parava na melhor parte para nos deixar curiosas. Não tinha
uma vez que não insistíamos para que continuasse, mas, com um sorrisinho no
rosto, mandava-nos para a cama alegando já ser tarde.
_Seria 30 ou 31? Oh sim! Era dia 31 de Julho, numa quinta-feira, quando ouvi uma das lendas mais incríveis da minha vida. - continuou. A história começava em um dia extremamente chuvoso diferente de qualquer outro, onde trovões fizeram o anoitecer reluzir com os relâmpagos. Gotas descarregavam-se fortemente e o azul do céu foi enegrecido pelas nuvens cinzentas. Esse era o décimo sexto aniversário de Lucy; Lucy Dickens, quando que por uma desventura, ela descobriu um segredo...
_Seria 30 ou 31? Oh sim! Era dia 31 de Julho, numa quinta-feira, quando ouvi uma das lendas mais incríveis da minha vida. - continuou. A história começava em um dia extremamente chuvoso diferente de qualquer outro, onde trovões fizeram o anoitecer reluzir com os relâmpagos. Gotas descarregavam-se fortemente e o azul do céu foi enegrecido pelas nuvens cinzentas. Esse era o décimo sexto aniversário de Lucy; Lucy Dickens, quando que por uma desventura, ela descobriu um segredo...
Um raio estourou no céu no mesmo instante. A velha senhora olhou para o alto. Ao longe pude ver o vendaval se aproximando.
_ E que segredo era esse?
Ela se virou, olhou dentro dos meus olhos e disse:
_ O segredo que mudaria seu destino.
_ E que segredo era esse?
Ela se virou, olhou dentro dos meus olhos e disse:
_ O segredo que mudaria seu destino.
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